photography

by lee ann

Como escolher o nome do seu bebê

O meu com os nomes vem de muito, muito, muito antigo. Quando era criança, eu passava a vida a pensar como eu gostaria de chamar meus futuros filhos, um hobby que me entretinha muito. Adoro as etimologias (de fato, se tivesse estudado Filologia Hispânica, que estava em um tris, tivesse sido para me dedicar à linguística) assim, desde bem pequena eu passava bomba à procura de significados, buscando novos nomes e pesquisando. Cada um de nós temos as nossas esquisitices, esta era a minha. A outra, desenhar planos de casa em papel milimetrado, até que chegaram os programas de computador que facilitam muito a coisa.

imagens-bebe-lindo-8

Creio firmemente que o nome que temos nos marca de alguma forma. Pessoas que tem nomes digamos difíceis afirmam que isso marca caráter. Por isso, creio que escolher o nome do nosso bebê não é uma questão baladí: é o nosso presente, o primeiro de muitos que vamos fazer e o único que irá acompanhá-lo por toda a vida. Para mim existem duas regras básicas na hora de escolhê-lo: 1) que não coloquemos leve e 2) que gostam, os pais. O de nomes é terrível, todo mundo se acha, com direito a opinar. E opinar podem, é claro, mas os que realmente lhes tem que gostar é a dos pais da criatura. Ao final, todo mundo mete a colher e há mães ou pais que se encontram com um filho com um nome que não queriam colocar. E passe para que seja porque lhe agradava à parte contratante a primeira parte (ou seja, em seu parceiro), mas que seu filho se chame como a sua mãe ou a sua mãe gosta e não como a ti te apetece o tecido! Minha recomendação é que apresenteis os uma política de fatos consumados, ou seja, que não permitais que acredita que todo filho do vizinho. Porque as opiniões são como as bundas, todo mundo tem uma, e encontrar algo que você gosta para o mundo todo é praticamente impossível.

Como digo, a recomendação básica é que vos agrade aos pais. Mas se você quiser ir mais além, aqui estão algumas dicas:

1. Tenha em conta a combinação com o sobrenome.

Tenho uma amiga que diz que não há nomes bonitos ou feios, mas é tudo questão de gosto e de moda. Eu não iria tão longe (há nomes que são um espanto, estejam na moda ou não), mas, basicamente, é verdade que há nomes que uns gostam e outros lhes horrorizam. Mas o nome não vai só: muitas vezes, vamos, com o nome de colagem e se o nome é comum, mais. Então, eu acho que é interessante olhar para o nome no seu conjunto, como soa com o sobrenome.

Cuidado com as cacofonias. Ocorrem quando a sílaba final se junta com a primeira do sobrenome. Por exemplo, Inês Estêvão, Maca Conde, Mônica Castro. Estes nomes são difíceis de pronunciar seguidos (bem simples)
Cuidado com as rimas. Há quem gosta e busca a finalidade (tenho uma amiga que fez isso conscientemente e a propósito), mas geralmente não são recomendadas. Ouvia muito a rádio nomear Manuel Teruel e nunca me acabou de soar sério. Mas, como digo, para gostos, cores. Veja aqui os apelidos para o nome William.

Cuidado com as repetições e aliterações. Muitos dos personagens de quadrinhos compartilham a inicial do nome e do sobrenome (Peter Parker, Bruce Banner, Pepper Potts, assim que me vêm à cabeça agora mesmo no plano rápido). Há que ter cuidado. Algumas repetições e aliterações soam muitíssimo, mas outras são… complicadas. eu que sei! Paco Pardo, por exemplo, soa demasiado brusco, por exemplo. Eu não digo que não sejam, se nós gostamos, só que o tivermos em conta e o olhar em conjunto.

Cuidado com o comprimento. Se o nosso sobrenome é muito curto, certamente ficará melhor um nome longo. Se o nosso sobrenome é quilométrico, melhor escolher um nome curto.
Cuidado com a raridade. Se temos um sobrenome raro, difícil de escrever ou com algum tipo de dificuldade, é preferível decantarnos por um nome simples e fácil. Mas se, pelo contrário, temos um sobrenome muito comum, talvez seja interessante complicar um pouco mais a vida (não há necessidade de ir ao extremo… mas talvez se nosso sobrenome é o mais comum de Portugal e o nosso nome também isto seja pouco prático).

2. Os limites do sentido comum

Em Portugal, as crianças se lhes pode colocar muitos nomes às crianças. Não são permitidos destes (Manolito, Juanita, Toñín) a menos que tenham alcançado relevância como nome próprio. Até há alguns anos, as Lolas eram Dores, os Paços Franciscos e as Sandras Alejandras. Mas, desde 1999, é possível inscrever as crianças com eles. Não se pode colocar o nome de um irmão (a menos que esteja morto). Não é possível colocar mais de dois nomes. E graças a Deus, não são permitidos nomes que faltem ao respeito. (Mais informações, aqui)

A sério, há pais com o senso comum, que deveria ser o mais comum dos sentidos, MAS NÃO. Você pode tentar ser um pouco original, mas sempre com um pouco de talento. Transformar a criança em uma piada ” não tem nenhuma graça. Um nome é para a vida toda, assim que por favor, evitar chamar as crianças Alonso Alonso Alonso, Branca de Neve ou a Disneylândia. De verdade. Não tem graça.

3. Harmonia familiar

Lembro-Me que quando Carolina Cerezuela, teve seu terceiro churumbel especulábamos sobre como se ia chamar. Tínhamos uma família com Carlos, Carolina, Carla e Carlos … e colocam a pequena Daniela. ¡¡¡NORRRRR!!! Nos reíamos dizendo que a pobre ia pensar que não a queriam. Quatro pessoas com diferentes variantes do mesmo nome (Carolus) e ela lhe colocam algo que não tem nada a ver. Em geral, é interessante seguir uma linha de história (acabei de inventar a expressão, mas haveis-me entendeu né?), ou seja, se nos decidimos por nomes comuns não despuntemos chamando algo exótico ao terceiro ou similares. Trata-Se de que os nomes tenham sentido juntos.

Visite o site http://nomes.club/ e confira várias ouras dicas para não errar na escolha.


Leave a Reply

Your email address will not be published.

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

*